Sunday, September 28, 2008

Pensar a Congestão das Grandes Cidades; Reflexões Um Pouco Avulsas Sobre "Os Portugueses"

A leitura deste post do nosso camarada de Santos (SP), Brasil suscitou-nos a seguinte reflexão:


É possível a um homem não acompanhado ou a uma mulher não acompanhada viajar à noite nos transportes públicos em segurança?

Considerando um trajecto típico, por exemplo da periferia para o local de trabalho, e à hora de ponta - os transportes públicos poupam tempo face ao automóvel? E essa poupança de tempo justifica o diferencial de conforto?


Na Grande Lisboa, a resposta às duas primeiras perguntas é "não" e "não": andar à noite é extremamente seguro se se anda acompanhad@ mas voltar à noite para a periferia depois da penúltima sessão de cinema sozinh@ é um grande risco. O facto de Lisboa ser uma capital muito segura a nível europeu, cremos, deverá dever-se em boa parte ao facto de os portugueses, em geral, serem muitíssimo pouco dados a actividades individuais. Simplificando: os portugueses nunca andam e nunca fazem nada sozinhos.


Por outro lado, os transportes públicos conseguem às vezes poupar algum tempo. Mas esta poupança é de longe, bem de longe, mais que compensada pela diferença de conforto entre o carro individual e o transporte público.


Se os transportes públicos retiram liberdade em vez de a desenvolverem pelo facto de não serem seguros; se os transportes públicos contribuem para a exaustão de energias dos que trabalham e estudam em vez de lhas pouparem - então é claro que o carro individual fica mais que justificado.


Agora, podemos sempre esperar que isto ou aquilo melhore de qualidade. Mas na maior parte dos casos, esperar que um problema seja resolvido pelo mero aumento de qualidade não é muito recomendável: convém esperar sentado, de preferência dentro do carro próprio...


Isto é, não é de esperar grandes soluções públicas: os governos que resolvem problemas só existem em países, regiões e cidades sem problemas. Os países, regiões e cidades se têm problemas é porque têm governos daquele tipo que não resolve e nem resolverá problemas nenhuns e, portanto, nestes casos não vale a pena esperar por soluções públicas.


Que soluções privadas existem? Esperar por soluções, ainda que privadas, no plural é já e também esperar por muito. Pensemos numa solução, em uma medida só: car pooling, i.e., partilha de carro. É incrível como na Grande Lisboa pessoas do mesmo prédio que trabalham/estudam em zonas próximas da cidade partem e regressam do trabalho/universidade em carros separados. Esta é uma medida extremamente simples e que não depende do Estado e que poderia reduzir significativamente o número de carros na cidade. E ainda poupar dinheiro. E mantendo ou até aumentando o conforto (no caso, por exemplo do não condutor das Segundas e Quartas-feiras).


E esta medida, aliás, e ao contrário dos eternos e ubíquos engenheiros sociais (que tanto existem na esquerda como, e ainda pior!, na direita) não exige essa coisa horrorosa e (muitas vezes e felizmente) impossível que é a "mudança de mentalidades". Antes pelo contrário: num país em que nenhum indivíduo faz nada sozinho - nem ir ao cinema, nem almoçar, nem ir ao ginásio, nem nada (sendo que talvez por isto os hábitos de leitura em Portugal sejam tão baixos, afinal a leitura tipicamente é uma actividade essencialmente individual) - num país assim, a partilha de carro é uma medida plenamente enquadrada na mentalidade nacional. Aliás, a sua coerência com essa mentalidade só permite esperar uma grande adesão a uma tal proposta.


Agora, os portugueses gostam muito de marcas e de modas. E gostam muito da melhor marca. Melhor exemplo, o McDonald's e a Coca-Cola são extremamente bem sucedidos em Portugal enquanto que os poucos e decrépitos Burguer Kings encontram-se sempre vazios e não se encontra Pepsi em lado nenhum nem sequer, e isto há vários anos, na publicidade. Outro exemplo: parece que foi preciso haver uma marca chamada "Fnac" para os portugueses passarem a gastar um pouquinho mais em livros. E parece que foi preciso haver uma marca chamada "Holmes Place" para que a frequência de ginásios entrasse na moda (apesar de sempre terem havido ginásios por toda a parte). E, já agora, haverá cidade capital com uma maior percentagem de Mercedes no parque automóvel táxi do que Lisboa?


E, é claro, e é importantíssimo, os portugueses adoram coisas estrangeiras.


Sendo assim, para que a partilha de carro seja um grande sucesso é necessário:

1. falar sempre em car pooling (e nunca em "partilha de carro");

2. dizer que se pratica muito em Londres e Paris (os portugueses adoram tudo o que é estrangeiro e têm uma devoção fortíssima por essas duas cidades, que julgam absolutamente perfeitas, sendo impensáveis a taxa elevadíssima de facadas na primeira e a recolha de lixo à uma da tarde na segunda);

3. criar um autocolante para colocar no carro com um símbolo, uma marca, de que se está a fazer, que se pretende ou que se é car pooler.


É estrangeiro; é uma marca; é a melhor e única marca; e é não individualista - o car pooling só pode vir a ser um sucesso em Portugal. E, com ele, resolver-se-á em parte a congestão da Grande Lisboa.


E pronto, agora só é preciso começar por dizer que car pooling é o que toda gente faz em Londres e Paris. E temos um problema resolvido!

Recepcionar e Visionar

"Recepcionar" em vez de "receber" e "visionar" em vez de "ver". Na televisão e nos jornais. Qualquer dia, talvez, até em livros.

Assim vai a praxis da língua portuguesa em Portugal...

recepcionar
re.cep.ci.o.nar(lat receptione+ar) vint 1 Dar recepções. vtd 2 Receber (alguém) em aeroporto, cais, estação etc., com alguma pompa e manifesta atenção ou cortesia.

visionar
vi.si.o.nar(lat visione+ar) vtd 1 Entrever como em visão: Visionara um vulto. vint 2 Ter visões, fantasias.


in http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/

Saturday, September 27, 2008

Our Good Friend

Wiki has just confided to us that Vladimir Putin's paternal grandfather was Lenin's and Stalin's personal cook.

Can you imagine? Putin's grandfather, the grandfather of the present Russian ruler, was a personal servant to the two most ruthless dictators of the History of Russia.

The grandfather of Putin: he could actually have saved the lives of millions. Maybe he could have saved the sovereignty of many nations. He would only have to.

Thursday, September 25, 2008

Best and Worst Made in Portugal

Portuguese football coach José Mourinho celebrated yesterday the 100th game played at home without loosing. Since 24 February 2002 that any football team directed by him doesn't loose playing in their stadium. With F.C. Porto, Mourinho's team won 36 games and had 2 ties at home; with Chelsea F.C., his team won 45 times and tied 15 at Stamford Bridge; now with F.C. Inter Milano, he has already won 2 matches.

Six years without loosing at home. That's simply great. Even greater is the collection of football cups Mourinho owns.


Today, the official newspaper of the Portuguese Communist Party is moaning about the causes of the defeat of the "socialism" in the Soviet Union. Apparently, there were too many traitors. Without them, communism might still exist today in the Soviet Union and all across Eastern Europe. Without those traitors, it might be the case that today Soviet Union itself would exist and none of those "traitor" regimes from Estonia to Azerbaijan would be there to laugh with their capitalism, democracy, human rights, high positions in freedoms rankings and present or future membership to the European Union and NATO.

All of these would just be risible and inconsequent wasn't PCP actually a relevant party: it has the third biggest parliamentary group; it is the third most represented party at the local level; it controls one of the two biggest trade union federations; it is extremely influential at the art and some academic circles. And we're talking about pure orthodox stalinism here, with no deviations, no dissents. And today we are already in the 21st century and it is already the year 2008...



At one side, the excellence of an individual; at the other side, the stubborn blindness of a small but influent collective of people. Here are some of the best and the worst made in Portugal.

Monday, September 22, 2008

Powerpoint Killed Word Document Star

These days you have powerpoint or you have nothing. In order to sell an idea, Word documents are worth zero. If you wanna be heard and, hopefully, understood, if you wanna convince, you must SHOW your ideas. You cannot expect others to just read them. You show, they buy. If you give them people to read, you get nothing. You SHOW them ideas, they buy. And that's it.

1929 vs 2007

People are comparing the ongoing financial crisis in USA with the international crisis of 1929. In 1929 and the following years there was a sharp increase in unemployment in the USA and other countries at the same time economies were strongly contracting. In 2008, one year after the begining of the present crisis, unemployment is not increasing sharply in the USA and the contraction levels of economies in Europe are yet just as normal as the contractions in every other cyclical downturn. More importantly, three weeks ago, OECD presented growth forecasts for the US economy for this year and they were actually far from being bad: 1.8%. One year after the begining of the crisis, the country where the crisis originated is actually growing!

Maybe in the two or three next years the real economy will suffer a bigger impact from the present problems of the US financial system. But for now, USA is still growing. Many big European economies are about to have zero or slightly negative growth, but that's just normal along any business cycle.

Thus, at least for now, the 2007 crisis is very, very far away from the economic disaster of 1929-33. And as time is passing and new shocks hit the US financial system, actually a cold perspective on the facts shows that the US economy is reacting very well. Measures taken by the Fed and the US Secretary of the Treasury are undoubtedly of a nature of urgency and a little despair but the main fact is that the forecasts for the economy show an expansionary scenario.


Now, in macroeconomics, phenomena of self-fulfilling expectations are actually common. A self-fulfilling expectations phenomenon is some scenario that comes true mainly because people were expecting that to happen. Say, if people, for some unreasonable motive, belive there will be a systematic banking crisis, they might withdraw all their money from all banks. But by doing so, a crisis will actually take place - even if there was no good motive in first place for people having the expectation of a systematic crisis.

In the case of the present crisis, exaggerated beliefs about how bad the scenario is might lead to the worsening of that scenario. Thus, the somewhat desperate measures of the Fed/Treasury, eventhough might be seem unrecomendable, are positive and may be necessary in so far as they transmit confidence to the private sector and help dissolve any negative beliefs that might be too negative.

Assessing the quality and need of the short-term actions of the Fed/Treasury must also take into account their effects on keeping expectations at a healthy level. This is as much important as assessing them from the points of view of efficiency and justice. Finally, in the aftermath of the crisis, it will also be very important to clarify how exceptional those measures were - otherwise some undesirable precedents might inform the process of building expectations in the future.

Friday, September 19, 2008

"Southeast Meets Southwest", "Catholicism Meets Islam" or, simply, ... "Europe"

We're having Turkish Baklava with Portuguese Vinho do Porto. An inexpectable and delicious combination.

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Thursday, September 18, 2008

Oil Market in Portugal and Ideological Fundamentalism

Today's newspapers say that Portugal is one of the European countries where gasoline, diesel and other prices are decreasing less in response to the decrease of world crude prices. But that shouldn't be a surprise, just as Portugal being one of the European countries with the highest oil prices shouldn't be a surprise either. The cause of these two facts was already explained here (15th paragraph, in Portuguese) and it is very simple: the Portuguese consumer market is extremely concentrated: a very few number of firms, three of them serve the market almost in its entirety, and one of these - Galp -gets a huge share of all the selling. On top of this, there is an upstream monopoly: there is only one firm in the oil refining market. And finally, just to make the picture the worst possible, as bad as the worst academic example, but in real life!, that refining monopolist happens to be a player, indeed the biggest player!, in the consumer market: it is precisely that very same Galp.

For instance, in a country like Estonia, with less than one million and half people, one can't simply memorize all the names of oil suppliers: they're many. In Portugal, with ten million inhabitants, one only sees the very same oil company everywhere, from North to South, from West to East, everywhere. It just can't be a surprise that oil prices are so high in Portugal.

But the most surprising of course is not that a very bad scenario - extreme market concentration - leads to a very bad outcome - oil prices much higher and much persistently high than everywhere else. No, what is really suprising is that many Portuguese liberal rightwingers, who usually defend freedom of choice, the market system, meritocracy and so on oppose state intervention in these markets supposedly for the sake of competition! When it is just too obvious that we are in the presence of one of those typical examples in which competition and low prices are simply impossible without some kind of intervention.


Moderation and reasonability of an ideology depend on the ability to find and to know how to deal with exceptions. Failing to acknowledge the existence of exceptions always leads to some kind of tyrany of ideas. And that invariably means, at least, the implementation of stupid counter-productive policies. Ideological fundamentalism is actually and precisely that: inability to recognize the existence of exceptions and counter-examples to one's own ideology.

And in a country where stalinist communism is the third biggest political party in parliament and trotskist communism is the fourth, ideological fundamentalists in Portugal are clearly far, too far from being confined to the left side of the political spectrum...

Wednesday, September 17, 2008

Raridades da História de Portugal

Há dois períodos da História de Portugal que praticamente não são ensinados na escola nem são falados em lado nenhum. Refiro-me ao período visigótico, depois dos romanos e antes dos árabes, e à Primeira República.

O período visigótico é historicamente muito curto e anterior à fundação e talvez seja por isso que não se lhe presta atenção quase nenhuma. Quanto à Primeira República, as eventuais razões para o seu quase silenciamento são talvez mais interessantes de descobrir e de debater. Mas visto que a instauração da República está prestes a celebrar o primeiro centenário, é verdade que há cada vez mais publicações dedicadas ao tema.

A História de Portugal, país fundado ou tornado independente ou "upgraded" de condado a reino em 1143, é bastante longa. Mas nem por isso deixará de ser interessante conhecer o que se passava no território que viria a ser Portugal antes da fundação.

Talvez seja outra vez o nosso interesse pelas coisas menos faladas, pelas coisas deixadas de fora. Sabe-se e fala-se do Império Romano na Península Ibérica. Sabe-se, supomos nós, bastante sobre isso. Mas porque não investigar e falar mais do período visigótico? E, já agora, e uma vez que as culturas árabe e muçulmana têm estado tanto na moda, porque não falar mais do período muçulmano da História de Portugal, ou da História do território ou de parte do território que viria a ser Portugal?

A Primeira República é um período curtíssimo mas com uma miríade de acontecimentos, revoluções, regimes, ideologia e, sobretudo, de governos. Tendo durado apenas 26 anos, supomos que seja um dos períodos mais densos em factos da História de Portugal. Porque não investigá-los e publicá-los? Porque não dar-lhes maior atenção?

Mais uma vez, oxalá que haja tempo para!

PROJECT 69: 2nd Report

Project 69, going from 84 to 69, is proud to release its second report, as of 16 September 2008 14:02:
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Monday, September 15, 2008

Às Vezes Pergunto

o que seria de mim sem os jornais. Isto de ler os jornais - todos os jornais - depois de almoço sete dias por semana. É um gosto. Tal como o café e o chá, já experimentei, e com certa facilidade!, andar uns dias sem os frequentar. Depois regresso e há uma certa, mas esperada, desilusão: não sendo culpa deles, dos jornais, mas do mundo, está tudo na mesma. Uma semana inteira, duas semanas, sem os ler: regressa-se e eis que se regressa ao mesmo através dos mesmos, tudo na mesma. Mas ainda assim, vale a pena lê-los. Não é pois por ele, o mundo, que os leio, a eles, os jornais. Não, é por eles.

E eles que têm, afinal? Se não é o mundo que têm, para que servem? Têm o óbvio, o mais visível: letras e palavras. Para mim, ler jornais é apenas ler. É mais um prazer de leitura. E, a juntar a isso, há outra coisa, também em certa medida literária: o prazer da discussão e dos argumentos. E é preciso mundo, mesmo que seja o mesmo e imutável para haver discussão.

Para haver Dr. House não era necessário haver medicina mas teria de haver alguma coisa. Para haver jornais, talvez não fosse necessário haver mundo, mas mundo é o que há. Mundo é o que houve para eles existirem. E, diga-se com justiça, que este mundo imutável é ainda uma boa desculpa para haver jornais - e para nós desculparmo-nos por os ler.

Haja mundo! Haja jornais! E haja esses genes, células e tecidos magníficos: as letras, as palavras e os textos!

Sunday, September 14, 2008

A Não-Poesia de Fernando Pessoa Será Poesia ou É Poética?

Há um sentido de justiça que pressinto ter origem na infância, em qualquer misto maniqueísta de índios e cowboys com a Guerra fria ou a moral pré-catequese, que me leva a uma atracção por qualquer coisa menos conhecida mas muito meritória, como países ou cidades ou certas obras obscuras de autores famosos.

É assim com os textos não poéticos, ou aparentemente (formalmente?) não poéticos de Fernando Pessoa. Espanta-me como se dá tão pouca atenção a estes textos. É que esta parte da imensa obra de Fernando Pessoa tem a mesma qualidade que a parte mais conhecida, a poesia.

Fernando Pessoa, sendo magistral em várias formas, temas e estéticas da poesia, é naturalmente mestre nas várias formas da escrita: também no teatro e na narrativa. Mas ainda além destas. Em qualquer texto, em qualquer escrita. E nem poderia ser de outra maneira.

É um prazer enorme, é o mesmo prazer, ler a não-poesia de Fernando Pessoa.

Agora, o quanto de poesia, subjacente?, transcendente?, haverá em toda esta não-poesia?


Haja tempo para!

The Flower of Love

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Firenze, night. The way of love.

Saturday, September 13, 2008

Os Anos 90

During the 90s, we were always expecting that a new type of music would surge. It is so easy to look back in time and recognize this and that art movement, but what is the art movement in music we are going through now? - that was the question along the nineties. It is a challenge to recognize the movement while within it, just like identifying the right moment one's mind changes from consciousness into dreaming.

Now that the first decade of 2000 is beginning its end, one can see the nineties as past. And one should now be able to recognize its musical specificity. But the reality is: there was no such specificity. And this is perhaps why it was so difficult to identify its "art movement": because the 90s hadn't one.

So what were the 90s musically? At the same time there was not much of a particularity to it, the 90s was a decade of great music and a decade of unforgettable bands. Nirvana, Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers, R.E.M., Oasis, The Offspring, Greenday, The Cranberries just to name a few.

And that was it: not so much of a new thing, but a lot of excellent music.

Of course there was grunge. But grunge was not so much a movement as it was an influence, a deep influence all across and deep through the nineties and until the nineties' end. The way to scratch a chord building up emotional energy right before the right moment to actually play it, moving from rhythmically violent chorus to another slow verse and then again to violence, alternating guitar and bass driven melodies, the bass side by side with the guitar: all of these appeared with and defined grunge and was present thereafter in the nineties. But it failed to survive the nineties just like flannel shirts.

And pure, true grunge was not much more beyond Nirvana. For instance, the typical second grunge reference, Pearl Jam, is actually an excellent American rock band, with of course a lot of retro, nostalgic and folk influences. From grunge, only the issues of social problematic mingled with seriously difficult teenagehood, etc..

But being new is not what matters in music. Being excellent suffices. The Doors are more than forty years old and are still excellent. And it is not because they were ahead of their time, no, it was because the time has never moved much on since Beatles and Doors. It is thus not that surprising that the nineties didn't move much the time either. But the fact there was a lot of excellent music is enough to say: the 90s were a great decade for music!

Wednesday, September 03, 2008

Back to Firenze!!!!!

We are back to Firenze! It is 26C here! We are looking again to those beautiful hills of Fiesole! Happy new year!