Thursday, January 24, 2008

Falar Sobre o Tempo

Porque é que eu gosto tanto de falar sobre o tempo? Será por falta de assunto? Não. A razão pela qual o tempo me interessa tanto é que o tempo tem uma influência gigantesca sobre as emoções. Suspeito que os efeitos variem de pessoa para pessoa, mas duvido que sejam menos do que gigantescos.

Por exemplo, este sol maravilhoso de Florença. Outro exemplo: o sol maravilho e o calor de Janeiro de Lisboa. Como pode este tempo provocar menos do que uma gigantesca motivação intelectual, e ou uma languidez inexorável, ou e uma reactivação vulcânica de todos os estratos das "pulsões da vida"?

Uma das características do amor é a empatia. A empatia é aquela coisa de sentirmos em nós as emoções de outra pessoa, tipo E.T. e Elliott, e, até, de desejarmos essas emoções, como sofrermos o sofrimento de quem gostamos (mas também deve haver um utilitarismo generoso nisto, do estilo se eu sofro o que a outra pessoa sofre estarei em melhor posição de ajudá-la, etc.).

Ora, que maneira mais básica para reforçar a empatia do que conhecer as condições climatéricas vividas em tempo real por aqueles que estão unidos a nós por correntes emocionais? O primeiro passo para eu sentir o que alguém sente é conhecer como está "o tempo, hoje" no local dessa pessoa. A partir daí, tento sentir o que esse tempo me faria sentir se o sentisse realmente. Mas é então que essa simulação imaginária se torna na realidade emocional e eu sinto não já os sentidos de alguém mas os seus próprios sentimentos.


Falemos sobre o tempo.

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