Wednesday, December 19, 2007

Saudades de Lisboa

We are looking forward to be again in the following places (in no special order):

Avenida da Liberdade: descê-la.
Chiado: from Rua Garrett till Camões and from Camões to Bica.
Miradouro de Santa Catarina.
A Fnac do Chiado. E o Centro Comercial Colombo no Domingo 23 a abarrotar de gente. O Parque das Nações.
Atravessar a Praça do Comércio por debaixo da terra: as novas estações de metro do Terreiro do Paço e de Santa Apolónia.

O Elevador do Lavra. O meu lindo e preferido Jardim do Torel (o "meu" jardim). O Goethe, o jardim do Campo dos Mártires da Pátria, ver o Castelo ao fundo ao longe. O café-restaurante de esquina com música clássica: iscas à portuguesa e vinho tinto.
Ir da Nossa Senhora do Monte ao Miradouro da Graça. Beber martini aí. Ir da Graça à Estrela de 28. E ir também no 15 à esplanada Quadrante no CCB. Mais martini, mais Tejo. Ir aos pastéis-de-Belém, jantar bacalhau com natas naquele restaurantezinho da mesma rua.

A eterna Cinemateca. A Praça da Alegria, subir a complicadíssima Rua da Mãe D'Água e ir cumprimentar "a árvore" no Jardim do Príncipe Real. Ir descendo em direcção ao Bairro Alto.

O Pois Café. Visitar um amigo na sua nova casa próxima de São Vicente de Fora. Visitar os comunistas do Hassan Crew (troçar das estantes com livros do Mao) e do Bacalhoeiro.

A Rua da Madelena: subir as escadas todas até ao Bar das Imagens. Ir ao Castelo.

E, é claro, o périplo dos restaurantezinhos: cozido à portuguesa na Rua de Santa Marta, lamb korma naquela rua paralela à dos Sapateiros, alheira de Mirandela na cozinha económica prós lados da Mãe D'Água. O inacreditável chinês junto ao Elevador de Santa Justa. Beber vinho do Porto no cimo do Elevador de Santa Justa. Ir até ao Carmo, para quando ao menos um projecto de reconstrução do Convento do Carmo?, beber vinho do Porto no Vertigo.

O Irish pub (o mais pequeno, é claro) e o Lounge.

E, finalmente, enfrentar o amor-ódio do Bairro Alto: os esquerdistas da treta, os snobes da treta, os Erasmus, os toleráveis desconhecidos, as magníficas lésbicas do Purex, os decotes altruístas e as mini-saias corajosas das Lisboetas temporárias e as botas grossas e as invariáveis calças de ganga das lisboetas permanentes, as suas parcas verdes horríveis vendedores de droga, a sublime cerveja a 70 cêntimos, o vinho tinto ao copo (de plástico). Os bolos a desoras. O pão-com-chouriço e o caldo-verde já de manhã no Cais do Sodré: a humidade do rio-mar, o ar salgado. Mas, sobretudo, a quantidade e diversidade de gente. Gostar ou não gostar de gente, mas sempre gente, as gentes no Bairro Alto.

Toda a gente, todas as gentes em Lisboa.

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