Tuesday, December 11, 2007

As Mulheres Alemãs: Cinema, Música e Sexo (3/4)

Música

Em relação à música moderna actual alemã e cantada em alemão, o sucesso baseia-se também nas mulheres fortes e decididas (e também talentosas e bonitas). No início do século XXI, a Alemanha testemunhou o renascimento da utilização da sua própria língua na música moderna e “jovem”. Até então, as bandas jovens optavam por cantar em inglês.

Os pioneiros deste movimento são os Wir Sind Helden. Tendo vendido já mais de um milhão de álbuns, são encabeçados naturalmente por uma mulher: a vocalista, guitarrista e letrista Judith Holofernes (Judith Holfelder von der Tann). Os restantes membros da banda são rapazes.

Sem serem muito originais, misturando influências dos vários sub-géneros da música pop, os Wir Sind Helden (de Berlim e Hamburgo) fazem música pop mainstream muito up-beat, catchy e agradável. Os seus dois primeiros cds são bastantes equilibrados e variados, sendo que qualquer uma das músicas tem potencial para ser utilizada como single. O terceiro cd foi editado em Maio de 2007.

Na senda dos Wir Sind Helden, outra banda alemã de música jovem e moderna que canta em alemão e que tem tido bastante sucesso são os Juli. Oriundos de Gießen, esta banda de rock mainstream viu o seu primeiro cd “Es ist Juli” vender mais de um milhão de cópias. A sua música também não é especialmente original, há canções bastante sentimentais, mas não há melhor música para ouvir na auto-estrada algures entre Frankfurt am Main e Heidelberg ao volante de um carro alemão... Como é de esperar, os Juli são liderados por uma mulher tipicamente alemã: alta, esguia sem ser frágil, que aparenta ter uma forte personalidade e que se veste com roupas de rapaz no Inverno, Eva Briegel tem ainda a característica tipicamente alemã de ser vegetariana. Os quatro restantes membros da banda são rapazes.

Outra banda germanófona de grande sucesso comercial (não só na Alemanha mas também na Áustria e na Suiça) são os Silbermond (Bautzen, Saxónia). O seu rock não é nada original, são bastante comerciais e acabam por ser muito eficazes. O maior interesse desta banda, para alemães e não alemães, é o facto de cantarem em alemão. Como sempre, a banda é liderada por uma jovem, Stefanie "Pony" Kloß, sendo ainda composta por três rapazes.

Outra banda composta por quatro rapazes indeterminados e uma mulher carismática: MIA. (com maiúsculas e pontinho). A vocalista, Mieze Katz, é de Berlim. O estilo da banda é electro-pop. Ainda não obtiveram grande sucesso comercial. As músicas são bastante melodiosas (para o género). Mieze Katz é uma cantora algo histérica, muito repetitiva e um bocado irritante. Supomos que os espectáculos ao vivo sejam bem mais interessantes e agradáveis que a mera audição dos cds.

Com a mesma probabilidade com que um alemão ou alemã dirá que Frankfurt am Main é uma cidade feia, o mesmo alemão ou alemã dirá que Annett Louisan é “doof” e que não vale nada. Em ambos os casos, o alemão ou a alemã estão errados.

Annett Louisan (1977 (?), Havelberg, Sachsen-Anhalt) é uma cantora de “adult-modern-light-jazz”, dentro daquele género revitalizado por Norah Jones e que inclui, por exemplo, Katie Melua. Criada como filha única, a sua música e interpretações são mimadas, caprichosas, egotistas e extremamente femininas. As letras são cínicas, irónicas e sarcásticas, tal como as mulheres interessantes devem ser. Cremos que por tudo isto é de perceber porque é que os alemães em geral não gostam muito dela: Annett Louisan é muito feminina e prefere o cinismo à franqueza brutal. A crítica habitual ao seu trabalho é que as letras e as músicas são não sua esmagadora maioria escritas por homens...

Todos estes exemplos demonstram a importância das mulheres alemãs para o renascimento da música moderna alemã cantada em alemão.

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